Emigração e a pressão na aprendizagem

Hoje a propósito do meu curso de inglês falou-se num episódio que achei caricato e gostaria de o partilhar aqui. Trata-se de um casal de Moldavos que vive na minha área de residência, com duas filhas de 5 e 6 anos e que, apesar das dificuldades económicas sentidas, insistem em manter as filhas nas aulas de inglês, para que estas possam ser o mais fluentes possíveis na língua.

Pelo que percebi são meninas extremamente inteligentes, com uma elevada capacidade de aprendizagem, em diversas áreas de estudos e que, julgo pelo incentivo dos pais, principalmente, pelo incentivo da mãe, em colocar as folhas de apontamentos e esquemas de aulas, pendurados nas paredes do quarto. Ora, isto aparentemente dá que pensar, pela positiva e negativa, mas o que é certo é que revela, uma possível maneira de obrigação da aprendizagem. Questiono-me também se esta situação não será uma questão de pressão, em que os pais motivados pelas más condições de vida que tiveram na Moldávia, não pressionarão as crianças para que estas possam ter condições muito superiores às que tiveram. Claro que esta frase é estúpida, porque à partida todos os pais querem os melhores para os filhos, mas também me pergunto se Portugal não será, no futuro, uma frustração para estes pais e crianças, que vieram para Portugal motivados por sonhos de uma vida melhor e mais estável e hoje, deparam-se com um país cada vez mais em decadência. Pergunto-me qual o futuro que o nosso país poderá dar para estas crianças e para muitas de nacionalidade portuguesa. Até me questiono quanto a mim, sem dados adquiridos, sem estabilidade laboral.

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